Diante da suspensão dos estudos presenciais, devido à pandemia da Covid-19, a Secretaria Municipal de Educação (SME) de Goiânia atentou-se também para a inclusão de alunos com Necessidades Educacionais Especiais (NEE). Os profissionais que atuam com os educandos receberam orientações específicas para o ano de 2021.

Para garantir o trabalho pedagógico com esses educandos e suas famílias, o acompanhamento é realizado virtualmente pelos professores de Atendimento Educacional Especializado (AEE), intérpretes de libras e professores do ensino especial. A comunicação remota é feita por meio de aplicativos como Google Meet, Zoom ou pelo WhatsApp.

Simony Jacob da Silva, diretora do Cmai Brasil di Ramos Caiado, destaca que os alunos possuem diversas necessidades. “Temos alunos autistas, surdos, com síndrome de down, deficiência intelectual, deficiências múltiplas, entre outros. Por conta dessas especificidades, o atendimento é na maioria das vezes individual e semanal”.

A comunicação dos professores de AEE também é feita quinzenalmente com os professores dessas crianças que atuam no ensino regular. “O trabalho do Cmai é paralelo, mas é desenvolvido em conexão com a escola e complementa a aprendizagem. E quem não tem acesso às tecnologias, pode buscar as atividades no Cmai”, completa Simony.

No Cmai Maria Thomé Neto, a diretora Dinamar Aparecida de Oliveira Barbosa ressalta a dedicação dos 24 educadores lotados na instituição. “Todos estão entusiasmados e buscam atender os alunos da melhor forma possível. Encaixamos nos horários que as famílias podem, até mesmo no período noturno. Não podemos dificultar o processo e utilizamos os recursos tecnológicos possíveis”, afirma.

Unidades de atendimento

Os alunos com NEE são atendidos em 33 salas de recursos multifuncionais, dois Centros Municipais de Apoio à Inclusão (Cmai), além das instituições conveniadas de ensino especial Associação Pestalozzi Renascer, Centro de Orientação, Reabilitação e Assistência ao Encefalopata (Corae) e Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) Helena Antipoffi.

No contexto de distanciamento social, a SME estabeleceu que sejam feitos com a criança um ou dois atendimentos por semana, com duração de até 50 minutos. Quando o educando não consegue permanecer em frente à tela do computador, celular ou tecnologia utilizada, os pais recebem orientação de como realizar as atividades em casa com os filhos. Quando a família não possui acesso virtual, as atividades propostas são confeccionadas e ficam disponíveis para buscar na instituição.

Daniela Rezende, editoria de Educação e Esporte