A Prefeitura de Goiânia concluiu o recapeamento do anel interno da Praça Universitária e a requalificação do local chega à Biblioteca Marieta Telles Machado. Serão investidos R$ 1.266.985,78, recursos provenientes de uma emenda do vereador Lucas Kitão.

O trabalho é executado pela Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seinfra) e já avança na recuperação de toda extensão da calçada e ciclovia. Após essa etapa, a sinalização da pista deverá ser feita pela Secretaria Municipal de Trânsito, Transportes e Mobilidade (SMT).

A Biblioteca recebe nova parte elétrica, hidráulica e de serralheria (instalação de novas esquadrias e novos vidros) e ainda pintura e nova rede de drenagem do espelho d’água. O término desses serviços está previsto para o mês de abril.

O local ganhou, ainda, jardim de chuva para auxiliar a drenagem urbana e melhorar a umidade do ar e as lâmpadas de vapor de sódio foram trocadas por lâmpadas Led nos 78 pontos existentes em toda a Praça, sendo 34 na parte interna, com lâmpadas de 120 watts, e 44 na parte externa, com lâmpadas de 160 watts.

“Todas as melhorias na praça são feitas ouvindo arquitetos, urbanistas, estudantes e a sociedade no geral. O local conta com um museu a céu aberto e as obras serão limpas e recuperadas”, destaca o secretário municipal de Infraestrutura, Dolzonan Mattos.

Museu
Construída em 1969 na gestão do então prefeito Iris Rezende, a praça é objeto de análise de estudiosos por sua multifunção social. São 26 esculturas que enriquecem e transformam o local em um dos maiores museus a céu aberto da América Latina.

Com a implantação do Museu de Esculturas ao ar Livre no ano 2000, nota-se que a dinâmica da praça, segundo defende os autores Rafael Caique Arantes e Valéria Cristina Pereira na publicação Fragmentos da Cultura, passa “a vivenciar uma (re) valorização simbólica, cultural, social e estética em sua paisagem, permitindo novas experiências sensoriais e cognitivas dos frequentadores em contato com estas representações, reafirmando a Praça Universitária como um espaço de memórias.”

Feitas de bronze, argila e concreto, cada uma é capaz de transmitir diferentes mensagens, concedendo identidade ao local. Com a reforma do Palácio da Cultura, que abriga a biblioteca, a prefeitura irá recompor um dos maiores cartões postais da cidade, que atrai milhares de visitantes.

Ainda segundo os autores, ao mesmo tempo em que as esculturas são objetos capazes de remeter às lembranças de determinados atores sociais, elas também podem ser compreendidas por diversas formas. “Pela ausência de informações das peças instaladas na Praça, inúmeros sentidos são atribuídos aos monumentos pelos sujeitos na medida em que se constituem as relações com estes artefatos’, defendem.

Considerados “pequenos, grandes, feios, bonitos, úteis, inúteis, sagrados ou profanos, além de outras atribuições e sentidos conferidos aos objetos escultóricos pelos sujeitos, estes também assumem um importante papel na consolidação da memória dos lugares onde são implantados. Nesse sentido, o espaço da Praça Universitária abriga uma multiplicidade de formatos e estilos de representações que possibilitam o resgate de conteúdos simbólicos, tornando-se abrigo de memórias dos sujeitos que ali se apropriam’, complementam.

Antônio Bento, da Diretoria de Jornalismo
Foto: Jackson Rodrigues

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