A Parada do Orgulho LGBTI+ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexuais) de Goiânia teve início ao meio dia deste domingo, 08, com a concentração na praça Cívica.

O tema este ano em que foi realizada a 24ª edição do evento foi “ Os 50 anos da revolta de Stonewall Inn, mais democracia e direitos”, uma referência a um bar de Nova Iorque, nos Estados Unidos, onde houve invasão policial e acabou se transformando num marco de luta e libertação.

Às 18 horas, mais de cem mil pessoas desceram a Avenida Araguaia até a Paranaíba e depois voltaram à praça pela Tocantins. Todo o percurso durou duas horas, com a participação de trios elétricos com músicas, danças e animação.

Durante a caminhada, o trajeto contou com intervenções de agentes da Secretaria Municipal de Trânsito (SMT) e da Polícia Militar (PM), que não registrou grandes incidentes.

Antes da saída, foram realizados os tradicionais discursos e gritos de ordem pela causa que este ano ressaltou a luta contra a homofobia e contra o retrocesso em políticas públicas da comunidade LGBTI.

O secretário de Direitos Humanos, Filemon Pereira, destacou a importância do evento que traz visibilidade às demandas e à luta por mais respeito e dignidade. “ Não é só uma festa, tem muitas reivindicações de gente que sai para as ruas para mostrar que merece atenção do poder público e ser respeitada pela sociedade”, comenta.

O assessor LGBTI da Prefeitura de Goiânia, Victor Hipólito, declarou que todos ali pagam impostos, estudam, trabalham e querem uma cidade, um estado e um país melhor para todos.

Janaina Oliveira, 22 anos, estudante de moda na Universidade Federal de Goiás (UFG), disse que é a primeira vez que vem à Parada a convite de amigos e considera importante a participação e o apoio a comunidade. “Tenho amigos gays e lésbicas e vim apoiá-los na luta por mais respeito, pelo fim dos casos de violência e também para aproveitar o momento de descontração”.

Neste ano a Parada contou com a participação do Núcleo Especializado da Defensoria Pública Estadual (DPE-GO) e foi organizada pela Articulação das ONG’s LGBTI de Goiânia (ARTONG) em parceria com a Prefeitura, que cedeu o trio elétrico e auxiliou no apoio logístico e operacional para a realização do evento. 

Luciano Joka, da Diretoria de Jornalismo

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