O prefeito Rogério Cruz sancionou, em dezembro de 2022, projeto de iniciativa da Câmara Municipal que institui o programa de Núcleos para Aprendizado da Língua Portuguesa para jovens e adultos imigrantes no município. A iniciativa se junta a uma série de serviços nos setores de saúde, cidadania e educação que formam uma rede de proteção social para estrangeiros que imigram para Goiânia.

“Morei por muitos anos na África e, por meio das minhas atividades religiosas, mantive contato com refugiados de muitas partes do planeta”, afirma Rogério Cruz. “É muito difícil abandonar sua casa, seu país, e se estabelecer em uma nova cidade, com língua e culturas diferentes”, pontua. “Por isso, criamos na prefeitura suporte para que as famílias que escolheram Goiânia como um novo lar possam se estabelecer e se adaptar da melhor maneira possível”, destaca.

A Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Políticas Afirmativas (SMDHPA) oferece serviços de apoio para imigrantes que vivem em Goiânia. Durante a atual gestão foram realizados mais de 200 atendimentos e orientações aos refugiados que estão na capital oriundos de países como Venezuela, Cuba, Haiti, e Senegal, entre outras nacionalidades. Eles recebem suporte para inscrição em programas sociais e contam com a ajuda de intérpretes na hora de retirar documentos ou legalizar a sua situação no Brasil.

A Secretaria Municipal de Educação (SME) conta com um setor para auxiliar os filhos de imigrantes que estão matriculados na rede municipal de ensino. A Gerência de Inclusão, Diversidade e Cidadania acompanha as crianças e oferece, quando necessário, intérpretes, provenientes do terceiro setor, para auxiliar os pais e os alunos na hora de fazer o dever de casa. Caso necessário, também atuam no próprio processo de aprendizagem e inclusão na sala de aula com as outras crianças.

Iniciativa similar ocorre na Secretaria Municipal de Saúde (SMS), onde um núcleo acompanha os atendimentos de estrangeiros nas unidades do município. Com relatório em mãos, é realizado um levantamento sobre as necessidades locais, como, por exemplo, um acompanhamento maior da assistência social, ou identificados obstáculos de acesso aos serviços de saúde, como falta de documentos. Servidores da pasta também estão em fase de treinamento para atender pacientes com cultura e religião diferentes da predominante no país.

“A prefeitura se preocupa em oferecer um atendimento humanizado. Nós sabemos o quanto é difícil esse momento de adaptação a um novo país, uma nova língua. Então, buscamos agir como um ente facilitador desse processo, não apenas às atribuições do município, mas também junto aos órgãos federais e estaduais”, explica a secretária municipal de Direitos Humanos e Políticas Afirmativas, Cida Garcez.

Crise Humanitária
O maior desafio para o município ocorreu um pouco antes do início da pandemia, em dezembro de 2019, quando a crise humanitária que assolou a Venezuela fez com que indígenas da tribo Warao se estabelecessem na capital. Para atender as necessidades imediatas, a Prefeitura firmou com a Organização das Voluntárias de Goiás (OVG) uma parceria que forneceu refeições diárias para a população imigrante.

Na época, os indígenas receberam apoio de intérpretes do município para regularizar a situação junto à Polícia Federal. No dia 15 de abril de 2021, o prefeito Rogério Cruz, ao lado da primeira-dama Thelma Cruz, entregaram os primeiros 25 documentos de legalização para membros da comunidade, junto com cestas básicas. Delis Baria Moreno, um dos indígenas beneficiados, presenteou Rogério Cruz com uma obra de artesanato, em gesto de agradecimento pelo apoio da prefeitura.

Rogério Cruz lembrou da época em que esteve na África em missões sociais ao se solidarizar com a realidade dos imigrantes. “Passamos por situações difíceis. Quando somos imigrantes, o olhar é diferente”, relatou. “Quando as pessoas chegam em determinado local que não conhecem, elas precisam de um norte. Aqui elas recebem amparo para sobreviver”, conclui.

Fotos: Secom

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom) – Prefeitura de Goiânia