Goiânia avança com a imunização dos goianienses e, apesar de já ter aplicado mais de 1 milhão de doses, uma pequena parcela da população ainda questiona a segurança e eficácia das vacinas disponíveis nos postos de vacinação. Isso acontece, em grande parte, por conta de boatos disseminados nas redes sociais.

Para combater a desinformação e garantir o sucesso do Plano de Imunização, maior esperança para conter o avanço da Covid-19 em todo o mundo, trouxemos informações importantes que esclarecem de vez dúvidas que estão circulando por aí.

1 – Não há razão para duvidar da eficácia e segurança da vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a Sinovac. A Coronavac tem a aprovação da Organização Mundial de Saúde (OMS) que a incluiu na rede de distribuição global.

Desinformação – Tem menos eficácia que as demais vacinas.

Fatos – Ela é considerada boa o suficiente, chegando a 71% de eficácia contra mortes e 59% contra hospitalização nos testes feitos pela OMS. O imunizante também apresentou bons resultados contra a variante Delta. Ou seja, quem está recusando a Coronavac se coloca em risco e atrapalha a coletividade.

2 – Os efeitos das vacinas não devem ser motivo de medo ou recusa à vacina. Eles são esperados e duram, em média, dois dias. Vale lembrar que reações leves ou moderadas são comuns em qualquer tipo de vacina.

Desinformação – Vacinas contra a Covid-19 causam reações adversas graves

Fatos – Os efeitos adversos são esperados e previstos em bula. Após receber o imunizante pode ocorrer mal-estar, febre, dor no corpo, entre outros sintomas. “A maioria dos efeitos colaterais foi de natureza leve a moderada e resolvida dentro de poucos dias”, destaca a bula da AstraZeneca, produzida no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Outra informação importante: menos efeitos colaterais foram relatados após a segunda dose da AstraZeneca.

Estudo clínico realizado pelo Butantan em Serrana, com a aplicação de 54.882 doses, não registrou relato de evento adverso grave relacionado à vacinação.

3 – Tomar remédios antes ou depois da imunização não diminui eficácia da vacina. Analgésicos comuns podem ser administrados porque não interferem na vacinação.

Desinformação – Analgésicos atrapalham eficácia da vacina contra a Covid-19

Fatos – Não há contraindicação para o uso de medicamentos antes ou depois da aplicação dos imunizantes. Quanto aos medicamentos de uso contínuo, a bula da Coronavac explica que não é preciso interromper a administração, a não ser sob orientação médica.

O único cuidado é evitar o uso de medicação, principalmente corticoesteroides, sem recomendação médica. Esse tipo de medicação pode, sim, interferir na resposta à vacina. Quem toma esse tipo de medicamento diariamente devido a alguma comorbidade não deve interromper seu uso. Em caso de dúvida, busque orientação médica.

4 – De acordo com a OMS, as vacinas contra Covid-19 foram testadas em grandes e randomizados ensaios controlados que incluem pessoas de uma ampla faixa etária, ambos os sexos, etnias diferentes e aqueles com condições crônicas.

Desinformação – As vacinas foram desenvolvidas às pressas, sem os testes necessários para comprovar a segurança em humanos.

Fatos – Os imunizantes mostraram um alto nível de eficácia em todas as populações. As vacinas passaram por estudos clínicos rigorosos em muitos países para verificar sua segurança e eficácia. Todos os imunizantes contra a Covid-19, disponíveis no Brasil, reduzem internações em unidades de tratamento intensivo e mortes.

5 – O risco de doença e morte pelo vírus é muito maior que quaisquer benefícios da imunidade natural.

Desinformação – É melhor contrair a Covid-19 naturalmente do que tomar a vacina.

Fatos – Além de colocar a vida em risco, quem deixa de se vacinar corre o risco de enfrentar inúmeras sequelas. Segundo a Fiocruz, pessoas com casos mais graves de Covid-19 tendem a ter uma resposta imunológica mais robusta do que as pessoas que tiveram uma infecção branda ou assintomática, no entanto, quando comparamos as respostas após a infecção com os resultados após a vacinação, a resposta imunológica é consideravelmente melhor por meio da vacinação do que por meio da infecção natural.

A escolha de vacinas é injustificável, pois todos os imunizantes disponíveis para a população goianiense e brasileira foram aprovados em rigorosos testes e continuam sendo acompanhados de perto pelas autoridades de saúde e comunidade científica.

Não escolha vacina, quando chegar a sua vez faça a sua parte em prol da saúde de todos. Quanto mais rápido atingirmos uma ampla cobertura vacinal, menos casos graves, internações e óbitos. Vacina boa é vacina no braço.

Lívia Barbosa, da Diretoria de Redação

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