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Combate à violência contra a pessoa idosa

O dia 15 de junho foi instituído pela Organização Mundial das Naçõe Unidas (ONU) como o Dia Mundial da Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa. O Núcleo de Prevenção à Violência e Promoção da Saúde da SMS lembra a data e chama a atenção para o fato de que a maioria dos casos de violência contra idosos acontece dentro da própria casa.

Publicado em: 15 de junho de 2020 às 10:30 | última atualização: 15 de junho de 2020 às 10:31

O dia 15 de junho marca o Dia Mundial de Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa, instituído pela Organização Mundial das Nações Unidas. No Brasil segundo dados do Ministério da Saúde, em 2016, o país tinha a quinta maior população idosa do mundo e, em 2030, o número de idosos ultrapassará o total de crianças entre zero e 14 anos. Essa população está a cada dia se tornando alvo de violência. 

Em Goiânia, os dados do Núcleo de Prevenção da Violência e Promoção da Saúde da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), mostram que em 2019, 7% das notificações de violência eram contra pessoas idosas, entre 60 a 69 anos de idade, sendo que 54,2% são mulheres negras ou pardas.  As mulheres idosas residentes na cidade de Goiânia, tendem a sofrer dois tipos de violência: por negligência e abandono (48,9%) e a psicológica e moral (19,9%) enquanto os homens idosos sofrem mais violência física (37,4%). 

A cultura de violência e a desigualdade social são alguns dos fatores que mais colaboram para a recorrência dos casos de agressão. Outro fator é a falta de compreensão por parte dos familiares em relação ao processo de envelhecimento. “A gente vê às vezes alguns filhos, impacientes com o pai, com a mãe, enfim com o idoso, e acabam por cometer violências que vão desde a psicológica, com xingamentos e agressões verbais e também física, por não entender que o poder cognitivo e o entendimento daquele idoso está alterado” destaca Marta Maria Alves da Silva do Núcleo de Prevenção à Violência e Promoção da Saúde. 

Há também problemas para se contabilizar os casos de agressão por conta da dificuldade que o idoso tem em fazer a denúncia, já que o local onde ele mais sofre violência é na própria residência. Em 51,1% das violências notificadas o agressor é um familiar e 17,6% das vezes que se trata de um desconhecido na maioria dos casos é quando o idoso não quer denunciar o autor.

Segundo Arleide Maria dos Santos, do Núcleo de Prevenção à Violência, o idoso encontra muita dificuldade em denunciar um familiar. “Ele não quer prejudicar esse parente próximo por conta da questão de que a pessoa foi criada por ele e ele mesmo se pergunta porque deu errado? Isso traz para o idoso um peso muito grande e um entristecimento também dentro desse processo”.

A Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, vem realizando um importante trabalho para atendimento desses idosos e o registro dos casos de violência. As fichas de notificação de violência confirmada ou suspeita são uma uma ferramenta para registrar os casos de agressão. Essas fichas são preenchidas nas unidades de saúde onde o profissional é capacitado para identificar se o idoso vem sofrendo algum tipo de violência. Todas são encaminhadas para os Distritos Sanitários e repassadas ao Núcleo de Prevenção e Promoção da Saúde, onde são feitos os devidos encaminhamentos e posteriormente encaminhadas para o Ministério Público para investigação e providências necessárias.

As políticas e campanhas de prevenção da violência contra a pessoa idosa são de suma importância para que a sociedade denuncie e fique vigilante aos casos de agressão. A diretora de Redes Temáticas, Sônia Aparecida de Souza, reforça  a importância da denúncia para que os números não sejam subnotificados. "78% das vezes a violência é dentro da própria residência e o idoso acaba optando por não querer denunciar um familiar, mas a sociedade precisa estar atenta e denunciar".

As denúncias podem ser feitas pelo telefone disque 100 do Disque Direitos Humanos e também pelo 180 da Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência.

Rafaela Anjos- editoria de Saúde