Com a chegada do período chuvoso, é comum o aumento na queda de árvores em parques e áreas verdes da capital. Parte da vegetação não resiste à força do vento ou ao escoamento de água, que arrasta trechos do solo onde as raízes se prendem. Neste ano, com as fortes chuvas que atingiram a cidade, mais de 250 árvores já foram recolhidas pela Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) nos parques de Goiânia – 112 caíram em apenas uma noite.

Além de remover as espécies das unidades de conservação, a Prefeitura de Goiânia seleciona os troncos em bom estado e reaproveita a madeira na construção de equipamentos públicos que retornam para os parques. São bancos, decks, pergolados, brinquedos infantis, suportes para aparelhos de ginástica e outros itens que aperfeiçoam a estrutura e melhoram a experiência do cidadão nas unidades.

Pergolado feito de madeira reaproveitada pela AMMA

De acordo com a presidente da Amma, Zilma Peixoto, mais de 240 bancos de madeira já foram produzidos pela Agência. “Nós mantemos uma marcenaria, para onde a madeira retirada dos parques é levada e transformamos essa matéria prima em melhorias para as unidades”, disse.

Além dos bancos, a Amma já produziu 11 pergolados, quatro pontes e cinco decks sobre lagos da capital. “Também utilizamos a madeira para a construção de brinquedos e casinhas que compõem os parquinhos, para o cercamento desses espaços e para a manutenção do mobiliário urbano que já existia nos parques”, detalhou a presidente.

“A natureza nos dá muito. Por isso, é muito gratificante poder contribuir para deixar mais harmoniosas as áreas verdes de Goiânia e proporcionar um melhor contato das pessoas com a natureza”, disse Zilma Peixoto.

A madeira que não está em condições de ser transformada pela marcenaria da Agência é triturada e usada na fabricação de adubos ou na composição paisagística dos parques. “Essa iniciativa é importante por gerar economia para o poder público e reduzir a geração de resíduos, dando sustentabilidade à nossa atuação”, pontuou a presidente.

Reeducandos

Para o reaproveitamento da madeira removida das unidades de conservação da capital, a Amma conta com uma mão de obra muito especial: parte dos trabalhadores envolvidos são reeducandos, pessoas privadas de liberdade que estão cumprindo pena no sistema prisional. Com a supervisão dos servidores operacionais da Agência, os reeducandos ganham na marcenaria uma oportunidade de ressocialização e capacitação profissional.

Segundo o diretor de Áreas Verdes da Amma, Ormando Pires, a parceria com o Complexo Prisional tem sido muito positiva, tanto para os apenados quanto para a manutenção dos parques. “O papel dos reeducandos tem sido fundamental para a remoção das árvores e a produção de materiais em madeira” afirmou Ormando. “A Amma tem muito orgulho de acolher essas pessoas e eles realizam aqui um trabalho artesanal, que demanda muita criatividade e que é muito positivo para a cidade”, disse o diretor.

Servidores da AMMA e reeducandos trabalham na marcenaria

Vitória Caetano, da editoria de Meio Ambiente

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