Finanças

Prefeitura movimenta R$ 600 mil só na região Oeste da capital

Entre março e abril, Renda Família fez circular no comércio mais de R$ 4,3 milhões. Até agora, 9.608 cidadãos foram às compras utilizando o cartão do programa que concede R$ 300 por mês para aquisição de alimentos

Publicado em: 01 de maio de 2021 às 13:56 | última atualização: 01 de maio de 2021 às 14:35

Foto: Divulgação

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Na contramão da crise, o negócio do empresário Wilson Galdino Silva Júnior cresceu. Em meio à maior pandemia da história recente, o proprietário de um supermercado no Jardim do Cerrado 3, viu as vendas avançarem e, apesar do cenário de incerteza delineado no começo de 2020, conseguiu preservar os empregos dos 38 funcionários, 90% deles residente no próprio bairro, uma das maiores preocupações diante do impacto socioeconômico do Coronavírus (Covid-19). "Quando tudo isso começou, tive medo em relação ao futuro do negócio da minha família. Não queria demitir ninguém, a maioria está com a gente há bastante tempo", conta. 

Parte de um dos poucos segmentos econômicos que conseguiram progredir neste ambiente pandêmico, com alta de 9,36% na comparação entre os anos de 2019 e 2020, de acordo com dados da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), os negócios de Galdino ganharam impulso extra com a implantação do Renda Família, primeiro programa de transferência de renda da história da Prefeitura de Goiânia. Mesmo com a concorrência de grandes redes do ramo, na região Oeste da Capital o supermercado dele é o maior recordista de vendas para o Renda Família. 

Em pouco mais de 30 dias, o estabelecimento comercializou quase R$ 200 mil em produtos alimentícios, mais de R$ 6,6 mil por dia, só para o programa custeado pelo município. Isso significa que o supermercado, adquirido pela família Galdino em 2011, responde por aproximadamente 33% de tudo o que foi vendido por empresas da região, na qual, até agora, a prefeitura injetou cerca de R$ 600 mil nesse mesmo período. "O Renda Família é dinheiro que corre na praça, que faz girar o negócio, algo muito importante em um momento como este. Sem dúvida fez a diferença para o Rio Jordão", avalia. O dinheiro do Renda Família pode ser utilizado em 648 estabelecimentos comerciais da Capital, todos cadastrados na Alelo, empresa operadora dos recursos que são disponibilizados por meio de um cartão alimentação.

Ao todo, entre o dia 02 de março e 19 de abril, o Renda Família fez circular no comércio da Capital mais de R$ 4,3 milhões. Até agora, 9.608 cidadãos foram às compras utilizando o cartão do programa que concede R$ 300 por mês, durante seis meses, para aquisição de produtos alimentícios. "Estou muito feliz por causa dessas compras. Fui ao supermercado, comprei as coisas, deu R$ 189 e ainda sobrou mais de R$ 100 no cartão. Comprei algumas coisas que estavam em promoção e deixei para comprar em outro supermercado as que estavam caras. Comprei pão de forma, que os meninos gostam, presunto, muçarela, batata. Eu estou muito feliz. Se você ver a felicidade dos meninos então. Nossa, meu Deus, é muito bom ver isso, é muito bom você ver seus filhos felizes", conta, emocionada, Eunice Francisco da Costa, moradora do Residencial Buena Vista I, também na região Oeste da cidade.

Até a última sexta-feira, 30, 14.543 cidadãos solicitaram à Prefeitura de Goiânia participação no Renda Família. Desses, 9.730 tiveram os cadastrados aprovados. Outros 3.167 estão em análise pela Secretaria Municipal de Finanças (Sefin), responsável pelas apreciações. A meta da Prefeitura de Goiânia é atender aproximadamente mais 10 mil pessoas até o dia 30 de junho, prazo final para as inscrições no programa. "São mais de quarenta milhões de reais que a prefeitura de Goiânia vai injetar diretamente no comércio de bairro, garantindo não só o alimento na mesa das famílias que vão receber o cartão, mas também o fortalecimento da nossa economia, com mais renda e empregos. é um programa em que todos ganham", afirma o prefeito Rogério Cruz. 

Inscrições
Para participar do Renda Família é necessário ser maior de idade; a família residente não ter fonte de renda formal, a exemplo de carteira assinada, aposentadoria ou pensão, e morar em imóvel próprio, alugado ou cedido com Valor Venal, disponível para consulta no boleto do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), de até R$ 100 mil. A adesão também é restrita aos que têm apenas um imóvel, não são Microempreendedores Individuais (MEIs) e não têm Cadastro de Atividade Econômica (CAE) ativo. Beneficiários do Bolsa Família, no entanto, estão aptos a realizar a solicitação. 

As inscrições podem ser feitas por meio do site da Prefeitura de Goiânia, o www.goiania.go.gov.br ou em cinco das unidades Atende Fácil, central de relacionamento presencial com a Prefeitura de Goiânia instalada no Paço Municipal, Shopping Cidade Jardim, Antiga Estação Ferroviária, Avenida Mangalô e Praça da Bíblia. Ao realizar o cadastro é necessário preencher em um formulário os números da inscrição cadastral do imóvel, disponível no boleto do IPTU; e do Cadastro de Pessoa Física (CPF) dos residentes; além de informações pessoais do solicitante do benefício. 

Se o imóvel for alugado ou cedido, é preciso anexar o contrato de locação, uma declaração do proprietário e/ou contas de água, energia, telefone ou internet que atestem o vínculo dos residentes com o imóvel de terceiros. Os solicitantes também precisam concordar com o Termo de Aceite. A tramitação do processo pode ser acompanhada também pela internet, por  meio do mesmo usuário e senha criados no ato da solicitação, ao clicar em “Primeiro Acesso”. 

Giselle Vanessa Carvalho, da editoria de Finanças